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Absolutismo Francês

Lista de 10 exercícios de História com gabarito sobre o tema Absolutismo Francês com questões de Vestibulares.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: História Geral.





01. (UFV-MG) A formação dos Estados Nacionais da Europa ocidental, durante a Época Moderna (século XV ao XVIII), embora tenha seguido uma dinâmica própria em cada país, apresentou semelhanças em seu processo de constituição. Sobre essas semelhanças é incorreto afirmar:

  1. politicamente, o regime instituído é a monarquia absoluta, da qual a França é o modelo clássico.
  2. o clero e a nobreza tinham posição e prestígio assegurados pela posse de terras e estavam sempre juntos na defesa de seus interesses.
  3. em termos sociais, esse período se caracterizou pela lenta afirmação da burguesia, que estava à frente de quase todos os empreendimentos da época.
  4. para fortalecer o Estado, os reis adotaram um conjunto de medidas para acumular riquezas e desenvolver a economia nacional, denominado de mercantilismo.
  5. a centralização do poder político na Itália ocorreu devido à grande influência da burguesia mercantil de Gênova e Veneza.

02. (FATEC-SP)

A França é uma monarquia. O rei representa a nação inteira, e cada pessoa não representa outra coisa senão um só indivíduo ante o rei. Em consequência, todo poder, toda autoridade, reside nas mãos do rei, e só deve haver no reino a autoridade que ele estabelece. Deve ser o dono, pode escutar os conselhos, consultá-los, mas deve decidir. Deus que fez o rei dar-lhe-á as luzes necessárias, contanto que mostre boas intenções.

Luís XIV – Memórias sobre a arte de governar.

Podemos caracterizar o absolutismo monárquico posto em prática nos países europeus durante a Idade Moderna como:

  1. uma aliança entre um monarca absolutista e a burguesia mercantil, a fim de dominar e excluir o poder da nobreza.
  2. uma aliança bem-sucedida entre a burguesia e o proletariado.
  3. uma forma de governo autoritária, cujo poder estava centralizado nas mãos de uma pessoa que exercia todas as funções do Estado.
  4. um sinônimo de tirania exercida pelo monarca sobre seus súditos.
  5. um poder total concentrado nas mãos da nobreza, no qual cabia aos juízes e deputados a tarefa de julgar e legislar.

03. (Pucpr) As Guerras Civis Religiosas do século XVI na França favoreceram o fortalecimento do poder absoluto dos monarcas da dinastia Bourbon, que reinaram do século XVI ao XVIII e parte do XIX. Assinale a única alternativa errada no que se refere ao absolutismo real na França:

  1. Luís XIII, filho de Henrique IV e Maria de Médicis, teve longo reinado, sendo muito ajudado pela hábil política do Cardeal Richelieu.
  2. Luís XIV marcou o auge do absolutismo real, mandou construir o suntuoso Palácio de Versalhes e continuou, através de Colbert, a aplicar o mercantilismo no plano econômico.
  3. Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), sob o rei Luís XV, a França vitoriosa tomou aos ingleses partes da Índia e, na América, a enorme região da Louisiana.
  4. Na Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713), França e Espanha lutaram contra uma coligação europeia. Os tratados de Utrecht e Rastadt definiram a paz. A França perdeu para a Inglaterra a Terra Nova e Acádia e a Espanha perdeu Gibraltar, ainda em poder daquela potência insular.
  5. Henrique IV fundou a dinastia de Bourbon e pacificou a França, tendo os protestantes (huguenotes) alcançado liberdade de culto e o domínio sobre várias cidades fortificadas, nos termos do Edito de Nantes (1598).

04. (Pucsp) "O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Os reis são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor..."

(Jacques Bossuet.)

Essas afirmações de Bossuet referem-se ao contexto

  1. do século XII, na França, no qual ocorria uma profunda ruptura entre Igreja e Estado pelo fato de o Papa almejar o exercício do poder monárquico por ser representante de Deus.
  2. do século X, na Inglaterra, no qual a Igreja Católica atuava em total acordo com a nobreza feudal.
  3. do século XVIII, na Inglaterra, no qual foi desenvolvida a concepção iluminista de governo, como está exposta.
  4. do século XVII, na França, no qual se consolidavam as monarquias nacionais.
  5. do século XVI, na Espanha, no momento da união dos tronos de Aragão e Castela.

05. (UFRGS) Pelo Edito de Nantes, em 1598, Henrique IV da França

  1. reprimiu violentamente os protestantes em Paris, no acontecimento conhecido como "A Noite de São Bartolomeu".
  2. instituiu a cobrança de impostos territoriais somente para os protestantes franceses.
  3. estabeleceu a igualdade política entre os diferentes credos.
  4. diminuiu o poder dos católicos franceses, assegurando a supremacia política aos huguenotes.
  5. concentrou todo o poder em suas mãos, implantando o absolutismo na França.

06. (UNAERP) A política externa de Luís XIV, o Rei Sol, teve como principal característica:

  1. A ruína da economia francesa em decorrência das sucessivas guerras que a França travou contra outros países para preservar sua supremacia na Europa, juntamente com os gastos vultosos para manutenção da corte.
  2. A consolidação do absolutismo monárquico através da redução dos poderes da alta burguesia.
  3. Concentração da autoridade política na pessoa do rei.
  4. Por ter reduzido seus ministros à condição de meros funcionários, passar a fiscalizar, pessoalmente, todos os negócios do Estado.
  5. A autossuficiência do país com a regulamentação da produção, a criação de manufaturas do Estado e o incremento do comércio exterior.

07. Analise os documentos abaixo e responda à questão

Imagem 01: KISNER, Pauline (2015). Diários anacrônicos. A sociedade francesa na época de Maria Antonieta. O glorioso Palácio de Versalhes, construído por Luis XIV (avô do marido de Maria Antonieta) ainda no século XVII. Um lugar para reunir a nobreza sob os olhares atentos do rei e para celebrar a etiqueta como forma de identificação da nobreza.

Disponível em: http://diariosanacronicos.com/anakhros/2015/11/25/a-sociedade-francesa-na-epoca-de-maria-antonieta/.

DOCUMENTO II

“É somente na minha pessoa que reside o poder soberano.” [...] “é somente em mim que os meus tribunais recebem a sua existência e a sua autoridade, a plenitude desta autoridade, que eles não exercem senão em meu nome, permanece sempre em mim, e o seu uso nunca pode ser contra mim voltado; é unicamente a mim que pertence o poder legislativo, sem dependência e sem partilha; é somente por minha autoridade que os funcionários dos meus tribunais procedem, não à formação, mas ao registro, à publicação, à execução da lei, e que lhes é permitido advertir-me o que é do dever de todos os úteis conselheiros; toda a ordem pública emana de mim, e os direitos e interesses da nação que se pretende ousar fazer um corpo separado do Monarca, estão necessariamente unidos com os meus e repousam inteiramente nas minhas mãos.”

MARQUES, Adhemar; BERUTTI, Flávio; FARIA, Ricardo. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 1990.p.58.

Com base nesses documentos e em seus conhecimentos sobre o Antigo Regime na Europa, é possível afirmar que a sociedade francesa durante o reinado de Luís XIV (1661-1715) estava organizada em

  1. classes, com grandes possibilidades de ascenção social. A população possuia liberdade de expressão religiosa e não havia conflitos sociais.
  2. estados, com pouca possibilidade de ascenção social. A ordenação social era hierárquica, pois o lugar das pessoas era definido ao nascer e não deveria ser alterado por ser uma expressão da vontade divina.
  3. estamentos, baseado no princípio da igualdade social e ecônomica e no direito divino do monarca. Os integrantes do Primeiro Estado pagavam impostos ao Rei e moravam fora do Palácio de Versalhes.
  4. ordens, com pouca possibilidade de ascenção social. A sociedade era organizada, pois o poder do rei era limitado por um Parlamento Central, o que evitava à desigualdade social e os conflitos sociais no país.
  5. estados, com grande participação da Igreja Católica no contexto político. Nesta sociedade as doutrinas religiosas democráticas visavam o bem comum da população. O Primeiro Estado também pagava impostos ao Rei.

08. (UEL) Analise a figura a seguir e responda a questão.

Com base na figura e nos conhecimentos sobre o reinado de Luís XIV, na França, assinale a alternativa correta.

  1. Como fonte histórica, a pintura é considerada produção estética destituída de articulações com a sociedade do período.
  2. Essa pintura representa, da perspectiva política, símbolos do Absolutismo, ao tornar reconhecida a figura do rei.
  3. O monarca Luís XIV dispunha de autoridade limitada, recordando a divisão iluminista do poder em três esferas.
  4. A extensão de direitos de cidadania ao Terceiro Estado foi um dos principais traços políticos do período.
  5. A característica política do reinado de Luís XIV foi a separação entre a instituição religiosa e o Estado.

09. (UVV) A frase “O Estado sou Eu” é utilizada para indicar situações em que um indivíduo concentra muitos poderes pessoais e comanda o governo de acordo com seus próprios interesses. A origem da sentença é atribuída a Luís XIV, monarca absolutista, que governou a França entre meados do século XVII e início do século XVIII.

Sobre os diversos aspectos do Absolutismo francês, qual das alternativas abaixo está correta?

  1. Foi um sistema socioeconômico no qual o Estado era apenas um organizador das atividades essenciais para a população, e o poder político era pulverizado entre diversos setores sociais, divididos segundo suas atividades laborais: assim era o Absolutismo francês durante o reinado de Luís XIV. Essa situação só seria alterada com a Revolução Francesa de 1789.
  2. A Revolução Francesa foi consequência direta e imediata do reinado de Luís XIV. A época do governo de Luís XIV, o monarca francês se preocupava em elaborar uma Constituição Nacional que legitimasse seus poderes. No entanto, tal iniciativa foi barrada pelos três estados, compostos pelo clero, pela nobreza e pela burguesia, por isso, a necessidade da revolução.
  3. O Absolutismo, na França, não ocorreu com Luís XIV, nem com qualquer outro monarca daquela época, mas, sim, como uma reação às mudanças operadas durante a Revolução Francesa, como o serviço militar obrigatório. A volta da monarquia, após a derrota de Napoleão, trouxe uma estabilidade política inédita para os franceses.
  4. O Absolutismo francês, durante o governo de Luís XIV, representou o auge daquele regime político por proporcionar grande concentração de poder nas mãos do rei pela subordinação da aristocracia francesa ao monarca, pela unificação nacional e pela constituição de uma burocracia estatal e de um exército nacional fortes.
  5. O poder de Luís XIV, um dos reis franceses mais conhecidos da história, era limitado e controlado de acordo com a divisão de poderes que existia na França, à época. Como havia uma carta de leis a ser seguida, o poder legislativo e o poder judiciário poderiam impor obstáculos às decisões do poder executivo, comandado pelo soberano nacional e pelo seu primeiro-ministro.

10. (FACASPER) Em um Estado absolutista, o crime maior é o de infidelidade, é a inconfidência, o crime de lesa-majestade. A vontade do soberano é um princípio que, por si, justifica as medidas tomadas pelos agentes do Estado. Foi na França que o absolutismo atingiu o seu máximo desenvolvimento na Idade Moderna. Luís XIV, apelidado de Rei Sol, foi o monarca que melhor encarnou a figura de um rei absoluto.

Fonte: ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutista. São Paulo. Brasiliense, 1985. p. 18.

A respeito da forma de governo descrita no texto, é correto afirmar:

  1. As eleições periódicas estabeleciam o revezamento no poder, medida à qual até o rei estava submetido.
  2. O governo era pautado em leis promulgadas por voto direto e popular, expressando a democracia.
  3. As relações entre o rei e a nobreza eram regidas por critérios meritocráticos, sem privilégios de origem.
  4. A burguesia era o grupo social privilegiado no Absolutismo, em função da sua origem campesina.
  5. O poder ficava centralizado nas mãos do rei, que tinha o poder de legislar, administrar e punir.





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