Mapas Mentais de Artes
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Confiba abaixo um resumo do conteúdo de cada um dos nossos mapas mentais, organizados por período. Essas descrições ajudam você a encontrar rapidamente o tema que precisa revisar.
A arte pré-histórica compreende as primeiras manifestações artísticas da humanidade, datadas do Paleolítico e Neolítico. Inclui pinturas rupestres em cavernas (como Altamira e Lascaux), as chamadas Vênus esteatopígicas (pequenas esculturas de figuras femininas) e construções megalíticas (como Stonehenge). Essas obras tinham possíveis funções rituais, mágicas ou de registro do cotidiano.
A arte da Grécia Antiga é a base da cultura ocidental. Desenvolveu-se em três períodos principais: Arcaico, Clássico e Helenístico. Destaca-se pela arquitetura com os templos de ordens dórica, jônica e coríntia (ex: Partenon); pela escultura que buscava a representação idealizada do corpo humano (ex: Doríforo); e pela cerâmica com figuras negras e vermelhas. Valorizava a harmonia, proporção e racionalidade.
A arte egípcia antiga esteve intimamente ligada à religião e à vida após a morte. Suas principais características são a rigidez, a frontalidade, o uso de hieróglifos e cores simbólicas. Destacam-se as pirâmides, os templos (Karnak, Luxor), as pinturas tumulares (com cenas do cotidiano e do julgamento de Osíris) e a escultura (como a esfinge e os bustos de faraós). A arte egípcia manteve-se praticamente inalterada por milênios.
A arte romana foi fortemente influenciada pela grega, mas desenvolveu características próprias, especialmente na arquitetura. Inovações como o arco, a abóbada e o concreto permitiram a construção de edifícios grandiosos: aquedutos, termas, anfiteatros (Coliseu) e fóruns. Na escultura, destacam-se os retratos realistas (bustos) e os relevos históricos (como na Coluna de Trajano). A pintura mural (afrescos) decorava as residências com cenas mitológicas e paisagens.
A arte islâmica abrange produções em regiões sob domínio muçulmano, com forte unidade visual dada pela religião. Caracteriza-se pelo aniconismo (evitação de imagens de seres vivos em contextos sagrados), pelo uso extensivo da caligrafia árabe, pelos arabescos (padrões geométricos e vegetais) e pelos mosaicos. Na arquitetura, destacam-se as mesquitas (com seus minaretes e cúpulas) e palácios como a Alhambra (Espanha).
A arte medieval europeia desenvolveu-se sob forte influência do cristianismo. Compreende diversos estilos: o paleocristão (catacumbas, basílicas), o bizantino (mosaicos, ícones), o românico (igrejas de pedra com abóbadas, escultura em tímpanos) e o gótico (catedrais com vitrais, arcobotantes). A função principal era didática e religiosa, ensinando os fiéis através das imagens.
Estilo artístico que floresceu na Baixa Idade Média (séc. XII-XV), especialmente na arquitetura de catedrais. Caracteriza-se pelo uso do arco ogival, da abóbada de nervuras e dos arcobotantes, que permitiram edifícios mais altos e iluminados por vitrais (ex: Notre-Dame, Chartres). A escultura tornou-se mais naturalista e integrada à arquitetura. A pintura em vitrais e manuscritos iluminados também se destacou.
Comparação entre dois estilos medievais: o Bizantino (oriental, com mosaicos dourados, ícones, cúpulas) e o Gótico (ocidental, com catedrais verticais, vitrais, escultura integrada). Enquanto o bizantino privilegia a espiritualidade hierática e a riqueza de materiais, o gótico busca a luz e a elevação como caminho para Deus.
A arte do Império Bizantino (séc. V-XV) é marcada pela fusão de elementos romanos, gregos e orientais, com forte caráter religioso. Destaques para a arquitetura de planta centralizada (Hagia Sophia), os mosaicos de fundo dourado (igrejas de Ravena), os ícones (pinturas religiosas portáteis) e a ourivesaria. A arte bizantina influenciou profundamente a arte medieval europeia e a russa.
Estilo de transição entre o Renascimento e o Barroco (séc. XVI). Caracteriza-se pelo alongamento das figuras, poses complexas e artificiosas, cores irreais e tensão emocional. Artistas como Parmigianino (Madona do Pescoço Longo), Bronzino e El Greco são representantes. O Maneirismo reflete a crise dos ideais renascentistas de equilíbrio e harmonia.
Movimento artístico dos séculos XVII e XVIII, associado à Contrarreforma. Caracteriza-se pelo drama, pelo contraste claro-escuro (tenebrismo), pela exuberância e pela integração das artes (arquitetura, pintura, escultura). Principais artistas: Caravaggio (pintura), Bernini (escultura), Borromini (arquitetura) e, na pintura flamenga, Rubens. O Barroco busca emocionar e envolver o espectador.
O Barroco brasileiro desenvolveu-se principalmente no século XVIII, com forte expressão em Minas Gerais. Destacam-se a arquitetura das igrejas (como São Francisco de Assis em Ouro Preto), a escultura de Aleijadinho (os profetas do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos) e a pintura de Mestre Ataíde (teto da Igreja de São Francisco). Apresenta características próprias, como o uso de pedra-sabão e uma iconografia adaptada à colônia.
Estilo artístico do século XVIII, surgido na França como uma evolução do Barroco, porém mais leve, gracioso e intimista. Caracteriza-se por cores pastel, curvas, assimetria, temas galantes e cenas da aristocracia. Artistas: Watteau, Boucher, Fragonard. Influenciou a decoração de interiores, móveis e porcelanas.
Período de grande florescimento cultural (séc. XIV-XVI) que resgatou valores da Antiguidade clássica. Caracteriza-se pelo humanismo, pela perspectiva linear, pelo naturalismo e pela valorização do indivíduo. Principais centros: Florença (Quattrocento), Roma (Cinquecento) e Veneza. Artistas: Giotto, Masaccio, Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Ticiano.
O Neoclassicismo (séc. XVIII-XIX) foi um movimento artístico que retomou os ideais clássicos da Grécia e Roma, com rigor formal, temas históricos e heróicos (David, Ingres). Já o Arcadismo foi seu correspondente na literatura, valorizando a vida simples no campo (bucolismo), a razão e o equilíbrio (Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga).
Movimento artístico do século XX que rompe com a representação figurativa, utilizando formas, cores e linhas sem referência direta ao mundo visível. Divide-se em duas vertentes principais: a lírica (ou informal), expressiva e emotiva (Kandinsky); e a geométrica, racional e estruturada (Mondrian, Malevich).
Movimento de vanguarda iniciado por Picasso e Braque (c. 1907). Caracteriza-se pela fragmentação das formas em planos geométricos, pela representação simultânea de múltiplos pontos de vista e pela redução das cores. Passou pelas fases analítica e sintética (com colagem). Influenciou profundamente a arte do século XX.
Movimento de vanguarda surgido durante a Primeira Guerra Mundial, caracterizado pela antiarte, pelo absurdo e pela provocação. Rejeitava a lógica e a razão, propondo a aleatoriedade e o nonsense. Artistas: Marcel Duchamp (ready-mades), Man Ray, Hans Arp. O Dadaísmo preparou o terreno para o Surrealismo.
Movimento artístico do início do século XX que privilegia a expressão subjetiva, as emoções intensas e a visão interior do artista em detrimento da representação objetiva da realidade. Caracteriza-se por cores fortes, formas distorcidas e temas como angústia, solidão e crítica social. Grupos: Die Brücke (Kirchner) e Der Blaue Reiter (Kandinsky, Marc).
Movimento artístico norte-americano do pós-guerra (anos 1940-50), também chamado de Escola de Nova York. Divide-se em Action Painting (pintura gestual, dripping - Pollock, De Kooning) e Color Field Painting (grandes áreas de cor plana, meditativo - Rothko, Newman). Foi o primeiro movimento artístico dos EUA a ter influência internacional.
Primeiro movimento de vanguarda do século XX (c. 1905), liderado por Matisse. Caracteriza-se pelo uso radical da cor pura, não naturalista, e pinceladas vigorosas, com o objetivo de expressar emoções. Os fauvistas buscavam a liberdade cromática, influenciados por Van Gogh e Gauguin.
Movimento de vanguarda italiano (1909), liderado por Marinetti, que celebrava a velocidade, a tecnologia, a máquina e a guerra. Na arte, buscava representar o movimento e a dinâmica da vida moderna através de linhas de força e simultaneidade. Artistas: Boccioni, Balla, Severini.
Movimento artístico do final do século XIX que revolucionou a pintura ao focar na captação dos efeitos da luz e do momento. Pintavam ao ar livre, com pinceladas soltas e cores vibrantes. Principais artistas: Monet (série das Ninféias), Renoir, Degas, Sisley. O nome deriva da obra "Impressão, nascer do sol", de Monet.
Movimento cultural que, no Brasil, teve seu marco na Semana de Arte Moderna de 1922. Buscava a renovação estética, a liberdade criativa e a valorização da cultura brasileira. Incorporou influências das vanguardas europeias, mas com uma abordagem antropofágica (assimilação e transformação do que era estrangeiro).
Evento realizado em São Paulo, em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal. Reuniu exposições de artes plásticas, concertos e conferências, apresentando ao público as novas tendências artísticas. Artistas participantes: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral (não expos, mas frequentou), Victor Brecheret, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos. Foi o estopim do Modernismo brasileiro.
Primeira fase do Modernismo brasileiro (1922-1930), também chamada de "fase heroica". Caracteriza-se pelo radicalismo, pela busca de uma identidade nacional, pelos manifestos (Pau-Brasil, Antropófago) e pela experimentação estética. Artistas: Tarsila do Amaral (fases pau-brasil e antropofágica), Lasar Segall, Victor Brecheret, Mário e Oswald de Andrade (na literatura).
Segunda fase modernista (1930-1945), também chamada de "geração de 30". Consolidação do movimento, com maior engajamento social e regionalismo. Na literatura: Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego. Nas artes plásticas: Candido Portinari (temas sociais, retirantes), Alberto da Veiga Guignard.
Terceira fase modernista (pós-1945), caracterizada pelo concretismo e neoconcretismo. Abstração geométrica, racionalismo, poesia visual. Artistas: Grupo Ruptura (Waldemar Cordeiro), Grupo Frente (Lygia Clark, Hélio Oiticica). Transição para a arte contemporânea.
Termo que designa um conjunto de artistas que, partindo do Impressionismo, desenvolveram estilos pessoais que influenciaram as vanguardas do século XX. Principais nomes: Cézanne (estrutura geométrica), Van Gogh (expressão através da cor e pincelada), Gauguin (cores planas, simbolismo), Seurat (pontilhismo).
Movimento artístico do século XIX que buscava representar a realidade de forma objetiva e quase científica, inspirado no determinismo e no método experimental. Na literatura, autores como Émile Zola e Aluísio Azevedo. Na pintura, Courbet e os realistas são precursores, mas o Naturalismo em artes visuais está ligado à pintura de temas cotidianos com rigor documental.
Movimento artístico do século XIX que se opunha ao Romantismo, buscando representar a realidade de forma objetiva, sem idealizações. Focado em temas sociais e na vida das classes trabalhadoras. Principal artista: Gustave Courbet (Os Quebradores de Pedra). Também inclui Honoré Daumier e Jean-François Millet.
Movimento de vanguarda dos anos 1920, liderado por André Breton, que explorava o inconsciente, os sonhos e a irracionalidade, influenciado pelas teorias de Freud. Técnicas como o automatismo e a justaposição de imagens inusitadas. Artistas: Salvador Dalí (método paranóico-crítico), René Magritte (objetos cotidianos em contextos estranhos), Joan Miró, Max Ernst.
Conjunto de movimentos artísticos europeus do início do século XX que romperam com a tradição e propuseram novas formas de expressão. As principais vanguardas são: Expressionismo, Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo e Abstracionismo. Caracterizam-se pela experimentação, pela ruptura e pela busca de uma arte sintonizada com o mundo moderno.
Arte Urbana (ou Street Art) é a expressão artística realizada em espaços públicos, como muros, paredes e ruas. Engloba técnicas como grafite, estêncil, lambe-lambe, intervenções e instalações. Artistas como Banksy, Os Gêmeos e Eduardo Kobra são referências. Geralmente traz mensagens sociais, políticas ou críticas, e dialoga com a comunidade.
A arte contemporânea refere-se à produção artística desde meados do século XX até os dias atuais. Caracteriza-se pela pluralidade de linguagens, pela desmaterialização do objeto artístico e pela ênfase no conceito. Inclui movimentos como Pop Art, Minimalismo, Arte Conceitual, Performance, Instalação, Videoarte, Body Art, entre outros. Artistas: Andy Warhol, Joseph Beuys, Marina Abramović, Cildo Meireles, Vik Muniz.
O grafite é uma forma de arte urbana que utiliza tinta spray e outras técnicas para criar desenhos e letras em superfícies públicas. Surgiu na década de 1970 em Nova York, associado à cultura hip hop. Diferencia-se da pichação pelo caráter artístico e pela complexidade visual. No Brasil, artistas como Os Gêmeos, Nina Pandolfo e Speto são reconhecidos internacionalmente.
Movimento artístico e literário brasileiro das décadas de 1950 e 1960, que propunha uma arte baseada na razão, na geometria e na objetividade. Na poesia, o grupo Noigandres (Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari) explorou a visualidade do texto. Nas artes plásticas, o Grupo Ruptura (Waldemar Cordeiro) defendia a abstração geométrica e a integração da arte com o design.
Movimento artístico surgido na Inglaterra e EUA nos anos 1950-60, que se apropriou de imagens da cultura de massa (publicidade, quadrinhos, celebridades) para criar arte. Caracteriza-se pelo uso de cores vibrantes, técnicas de reprodução serigráfica e ironia. Artistas: Andy Warhol (latas de sopa Campbell, Marilyn Monroe), Roy Lichtenstein (pontilhados inspirados em HQ), Richard Hamilton.
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