Confira abaixo um resumo do conteúdo de cada um dos nossos mapas mentais, organizados por escolas literárias. Essas descrições ajudam você a encontrar rapidamente o movimento ou período que precisa revisar.
Primeiro movimento literário em língua portuguesa (séc. XII-XIV). Caracteriza-se pelas cantigas líricas (amor, amigo) e satíricas (escárnio, maldizer). Contexto medieval, produção poética associada à música.
Período de transição (séc. XV) entre a Idade Média e o Renascimento. Destaque para a poesia palaciana e a prosa historiográfica. Gil Vicente é o principal autor com suas peças teatrais de crítica social.
Renascimento em Portugal (séc. XVI). Valorização da cultura greco-romana, uso da medida nova (verso decassílabo). Camões é o grande expoente com "Os Lusíadas" e sua lírica.
Produção literária no Brasil do século XVI, dividida em literatura informativa (crônicas de viagem, como a Carta de Caminha) e literatura jesuítica (teatro de Anchieta, poesia religiosa).
Estilo do século XVII marcado pelo dualismo, conflito espiritual, linguagem rebuscada e figuras de estilo (antítese, paradoxo). Autores: Padre Antônio Vieira (sermões) e Gregório de Matos (poesia satírica e lírica).
Movimento do século XVIII que valoriza a simplicidade, a natureza e a vida bucólica, em oposição ao Barroco. Uso de pseudônimos pastoris. Autores: Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga (Marília de Dirceu).
Século XIX. Características: nacionalismo, indianismo, subjetivismo, sentimentalismo. No Brasil, divide-se em gerações: indianista (José de Alencar), ultrarromântica (Álvares de Azevedo) e condoreira (Castro Alves).
Corrente do final do século XIX que radicaliza o Realismo, enfatizando o determinismo biológico e social. Personagens patológicos, temas como miséria e prostituição. Autor principal: Aluísio Azevedo ("O Cortiço").
Estilo que busca captar as impressões sensoriais e subjetivas da realidade. Na literatura, manifesta-se na prosa poética, na fluidez da narrativa e na valorização das sensações. Autores como Raul Pompeia ("O Ateneu").
Reação ao Romantismo (final do séc. XIX). Objetividade, análise psicológica, crítica social. Machado de Assis é o maior nome, com obras como "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Dom Casmurro".
Poesia da segunda metade do século XIX que prega a "arte pela arte", culto da forma, rigor métrico e temática clássica. No Brasil, Olavo Bilac é o principal representante ("Profissão de Fé").
Final do século XIX, reação ao Parnasianismo. Valoriza a espiritualidade, o mistério, a musicalidade e a sugestão. Autores: Cruz e Sousa ("Broquéis") e Alphonsus de Guimaraens.
Período de transição (1902-1922) que mescla traços realistas, naturalistas e inovações. Temas sociais e regionais. Autores: Euclides da Cunha ("Os Sertões"), Lima Barreto, Augusto dos Anjos.
Início do Modernismo brasileiro com a Semana de Arte Moderna (1922). Busca de ruptura, nacionalismo crítico, liberdade formal. Autores: Mário de Andrade ("Macunaíma"), Oswald de Andrade (manifestos).
Geração de 30, consolidação do romance moderno. Temática social, regionalista e existencial. Autores: Graciliano Ramos ("Vidas Secas"), Jorge Amado, José Lins do Rego, Carlos Drummond de Andrade.
Geração de 45, com maior rigor formal e preocupação com a linguagem. Poesia mais equilibrada, prosa introspectiva. Autores: Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa ("Grande Sertão: Veredas").
Movimento de vanguarda dos anos 1950 que propõe uma poesia visual, explorando a materialidade das palavras e o espaço gráfico. Poetas: Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari.
Produção literária a partir dos anos 1960, marcada pela diversidade de estilos, pluralidade cultural, poesia marginal, prosa urbana, ficção histórica e experimentalismo. Autores como Caio Fernando Abreu, Adélia Prado, Milton Hatoum.
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