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Revolta de Beckman

Lista de 08 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Revolta de Beckman com questões de Vestibulares.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: Revoltas Nativistas.





01. (UNIFESP) "Não resta outra coisa senão cada um defender-se por si mesmo; duas coisas são necessárias... a fim de se recuperar a mão livre no que diz respeito ao comércio e aos índios".

(Manuel Beckman, 1684.)

As duas principais reivindicações do líder da Revolta que Ieva seu nome são

  1. a revogação do monopólio da Companhia de Comercio do Estado do Maranhão e a expulsão dos jesuítas que se opunham à escravidão indígena.
  2. a saída dos portugueses do Grão Para e Maranhão e a supressão dos aldeamentos indígenas, que monopolizavam as chamadas "drogas do sertão".
  3. a repressão ao contrabando estrangeiro, que prejudicava os negócios dos atacadistas portugueses, e a liberdade para importar escravos negros.
  4. a expulsão dos holandeses do Nordeste, que monopolizavam o comércio do açúcar, e a reedição da guerra justa, que proibia a escravidão indígena.
  5. a revogação do monopólio comercial da Metrópole sobre o Norte e Nordeste da colônia e a proibição para importar escravos negros.

02. (ESPM) O senso comum anunciou, durante décadas, a índole pacífica do povo brasileiro, alegando que teríamos sofrido poucos momentos de revolta. No entanto, somente durante o período colonial foram registrados mais de sessenta motins, insurreições, revoltas e rebeliões na América Portuguesa. Um desses movimentos reivindicatórios foi liderado por Manuel Beckman.

(Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinícius de Morais. Eles formaram o Brasil)

A chamada Revolta de Beckman:

  1. reclamava o fechamento das casas de fundição criadas pelos portugueses na região da mineração;
  2. escancaravam atritos entre portugueses e espanhóis na região de São Paulo;
  3. derivou de conflitos entre bandeirantes e forasteiros na região mineradora;
  4. ocorreu em Pernambuco, onde ocorriam conflitos entre brasileiros e portugueses;
  5. reclamava da exploração econômica da metrópole, praticada pela Cia de Comércio do Maranhão e dos clérigos que pregavam contra a escravidão dos indígenas.

03. (UFPA) A chamada Revolta de Beckman, no Maranhão (1684), ilustra uma realidade produzida pelas peculiaridades do sistema colonial no Brasil. Sustenta-se, nesse sentido, que:

  1. o movimento revelou os sérios problemas de mão-de-obra enfrentados pelo Maranhão, à época, limitando as próprias possibilidades econômicas da capitania.
  2. tratou-se de um movimento nascido no interior da crise da política pombalina para o Brasil, traduzi-da, no caso, pelo fechamento da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão.
  3. a revolta revelou o descontentamento das elites locais diante da proibição, estabelecida pelo governo de D. João IV, para o funcionamento das manufaturas no Maranhão.
  4. o movimento buscou, contrariando os interesses de Portugal, o concurso de capitais holandeses para a agricultura maranhense, recursos esses não proporcionados por Lisboa.
  5. o contexto da revolta foi o da marginalização econômica do Maranhão, produzida pela decadência da sua mineração, o que afastou Portugal da capitania.

04. (FGV-RJ) A Revolta de Beckman, ocorrida no Maranhão entre 1684 e 1685, a Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco entre 1710 e 1711, e a Revolta de Vila Rica, ocorrida em Minas Gerais em 1720, possuem em comum o fato de terem sido movimentos que:

  1. tinham como objetivo a emancipação política da colônia.
  2. expressavam a reação dos colonizadores em face da violência física e cultural a que eram submetidos.
  3. punham em destaque a forte penetração do ideário liberal entre diversos segmentos da sociedade colonial.
  4. evidenciavam conflitos de interesses entre colonos e colonizadores.
  5. visavam a pôr fim ao exclusivo comercial, instruindo um regime de livre comércio com a Inglaterra.

05. (UESB) A Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, que se insere no contexto da Revolta de Beckman, em 1684, se caracterizou como

  1. uma Companhia cuja formação e cujos interesses monopolistas prejudicavam os grandes proprietários e comerciantes do então Estado do Maranhão, tanto pelos preços dos produtos, quanto pela irregularidade no envio de navios.
  2. uma organização constituída por países europeus, que desempenhou, ao longo do século XVII, o papel de conciliadora nas relações entre os Estados do Brasil e do Maranhão.
  3. uma organização criada pela sociedade colonial local, destinada a defender os interesses dos traficantes de escravos negros e indígenas, dos dois Estados, do Brasil e do Maranhão.
  4. um exemplo de organização comercial internacional, que investia seus lucros em benefício dos camponeses livres do Estado do Maranhão.
  5. uma Companhia que, nos séculos XVII e XVIII, monopolizou o comércio do norte da colônia com poderes que ultrapassavam as orientações dos governantes do Brasil.

06. (UFSC) Portugal não deu trégua aos moradores da América. Farejava oportunidade de tributar onde germinassem riquezas. Os engenhos começavam a moer cana-de-açúcar e já apareciam taxas para as caixas de açúcar; uma nova taberna abria as portas e os barris de vinho chegavam mais caros. O gado que pisava nos pastos exigia do seu dono uma contribuição; os carregadores que palmilhavam os caminhos deixavam nas contagens um pagamento pelos secos e molhados que as tropas levavam [...]. Esse fiscalismo assombrou o Brasil. Mas assombravam mais ainda as reações da população. Um furacão de revoltas contra os impostos varreu a colônia. Revoltas, mas também rumores, pasquins, abaixo-assinados, conspirações.

FIGUEIREDO, Luciano. Morte aos impostos! Viva o rei. Revista de História, jul. 2007. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2015.

Sobre as tensões, os conflitos e as resistências na América portuguesa, é CORRETO afirmar que:

01. o estopim que deu início à Conjuração Mineira (1789) foi o Decreto da Derrama, cobrança dos impostos devidos que mobilizou os mineradores a pegar em armas e efetivar o levante contra a coroa portuguesa.

02. no cenário que desencadeou a Revolta dos Beckman (1684) estavam as altas taxas cobradas pela Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão para o embarque de mercadorias e a falta de fornecimento de escravos, o que contribuiu para a insatisfação dos colonos.

04. para combater o contrabando e aumentar a arrecadação de impostos, foram instituídas as Casas de Fundição na região das minas, contra as quais se organizou um levante liderado pelos mineradores com tumultos em várias vilas da região.

08. os movimentos da Conjuração Mineira (1789) e da Conjuração Baiana (1798) tinham como finalidade criar uma nação brasileira, pois seus integrantes almejavam a independência de toda a América portuguesa.

16. as mortes por enforcamento de personagens como Filipe dos Santos e Manuel Beckman representam casos únicos de punição aos revoltosos.

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07. (EsPCEx) Esteve relacionado com as causas da Revolta de Beckman a(o)(s)

  1. elevação de Recife à condição de vila (município), o que provocou forte reação dos olindenses.
  2. obstáculos que os jesuítas impunham à escravização dos indígenas.
  3. conflitos entre colonos em disputa pela riqueza aurífera.
  4. ideal republicanista, estando seus líderes influenciados pela Independência dos Estados Unidos.
  5. forte desejo de independência, inspirado nos ideais iluministas de igualdade e liberdade.

8. (UEMA)Sobre as relações de poder no Brasil, durante o período colonial, considere as afirmações.

I - As câmaras coloniais eram os locais de exercício do poder, cabendo a elas, dentre outras funções, a de aplicar a lei, efetivar prisões e administrar os espaços urbanos e rurais.

II - As famílias ricas constituíam a elite colonial, por vezes estabelecendo conexões com o clientelismo político, através de casamentos, favorecimentos e barganha com funcionários metropolitanos.

III - Durante o período colonial, não foi rara a disputa entre autoridades coloniais e a Igreja; entre ordens religiosas e colonos por interesses divergentes, como por exemplo, a Revolta de Beckman.

IV - No topo da cadeia do poder político das câmaras coloniais, estavam os presidentes das câmaras, os juízes de fora, seguidos dos juízes de órfãos, das oficinas da Câmara, dos juízes ordinários, dos partidores e avaliadores e dos curadores gerais dos órfãos.

V - As administrações judiciárias estavam em todas as cidades brasileiras, impedindo o aparecimento de executores privados da lei e de lideranças locais que se colocavam acima do poder estabelecido.

Está correto o que se afirma apenas em

  1. I e IV.
  2. I, II, III e IV.
  3. II, III e V.
  4. III, IV e V.
  5. V.