Segundo Reinado (Resumo)
Lista de 5 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Segundo Reinado (Resumo) com questões do Enem.
Você pode conferir as videoaulas, conteúdo de teoria, e mais questões sobre o tema Segundo Reinado (Resumo).
01. (Enem PPL 2019) O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) reuniu historiadores, romancistas, poetas, administradores públicos e políticos em torno da investigação a respeito do caráter brasileiro. Em certo sentido, a estrutura dessa instituição, pelo menos como projeto, reproduzia o modelo centralizador imperial. Assim, enquanto na Corte localizava-se a sede, nas províncias deveria haver os respectivos institutos regionais. Estes, por sua vez, enviariam documentos e relatos regionais para a capital.
DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010 (adaptado).
De acordo com o texto, durante o reinado de D. Pedro II, o referido instituto objetivava
- construir uma narrativa de nação.
- debater as desigualdades sociais.
- combater as injustiças coloniais.
- defender a retórica do abolicionismo.
- evidenciar uma diversidade étnica.
02. (Enem PPL 2018) A expedição que alcançava a foz do Rio Mucuri era liderada por Teófilo Benedito Ottoni (1807-1869), empresário e político mineiro, que lá pretendia abrir um porto para ligar Minas ao mar. A localidade de Filadélfia era a materialização desse sonho. O nome escolhido era, ao mesmo tempo, uma homenagem à cidade símbolo da independência dos Estados Unidos e um manifesto de adesão a ideais igualitários. Essa filosofia também transparecia na relação com os índios, com os quais o político mineiro procurou negociar a ocupação do território em troca do respeito ao que hoje chamaríamos de reserva.
ARAÚJO, V. L. Uma utopia republicana. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 67, abr. 2011 (adaptado).
Um elemento que caracterizou, no âmbito da sociedade monárquica, o projeto inovador abordado no texto foi
- introduzir o protestantismo como mecanismo de integração social.
- ampliar a cidadania para integrar os grupos autóctones da região.
- aceitar os aborígenes como mão de obra do empreendimento.
- reconhecer os nativos para discutir a forma de ocupação do terreno.
- incorporar a doutrina liberal como fundamento das relações citadinas.
03. (Enem PPL 2018) Nas décadas de 1860 e 1870, as escolas criadas ou recriadas, em geral, previam a presença de meninas, mas se atrapalhavam na hora de colocar a ideia em prática. Na província do Rio de Janeiro, várias tentativas foram feitas e todas malsucedidas: colocar rapazes e moças em dias alternados e, em 1874, em prédios separados. Para complicar, na Assembleia, um grupo de deputados se manifestava contrário ao desperdício de verbas para uma instituição "desnecessária", e a sociedade reagia contra a ideia de coeducação.
VILLELA, H. O. S. O mestre-escola e a professora. In: LOPES, E. M. T.; FARIA FILHO, L. M.; VEIGA, C. G. (Org.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2003 (adaptado).
As dificuldades retratadas estavam associadas ao seguinte aspecto daquele contexto histórico:
- Formação enciclopédica dos currículos.
- Restrição do papel da mulher à esfera privada.
- Precariedade de recursos na educação formal.
- Vinculação da mão de obra feminina às áreas rurais.
- Oferta reduzida de profissionais do magistério público.
04. (Enem PPL 2016) Com seu manto real em verde e amarelo, as cores da casa dos Habsburgo e Bragança, mas que lembravam também os tons da natureza do "Novo Mundo", cravejado de estrelas representando o Cruzeiro do Sul e, finalmente, com o cabeção de penas de papo de tucano em volta do pescoço, D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil. O monarca jamais foi tão tropical. Entre muitos ramos de café e tabaco, coroado como um César em meio a coqueiros e paineiras, D. Pedro transformava-se em sinônimo da nacionalidade.
SCHWARCZ, L. M. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. das Letras, 1998 (adaptado).
No Segundo Reinado, a Monarquia brasileira recorreu ao simbolismo de determinadas figuras e alegorias. A análise da imagem e do texto revela que o objetivo de tal estratégia era
- exaltar o modelo absolutista e despótico.
- valorizar a mestiçagem africana e nativa.
- reduzir a participação democrática e popular.
- mobilizar o sentimento patriótico e antilusitano.
- obscurecer a origem portuguesa e colonizadora.
05. (Enem 2015) Essas imagens de D. Pedro II foram feitas no início dos anos de 1850, pouco mais de uma década após o Golpe da Maioridade.
SCHWARCZ, L. M. As barbas do imperador. D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. Das Letras, 1998 (adaptado).
Considerando o contexto histórico em que foram produzidas e os elementos simbólicos destacados, essas imagens representavam um
- jovem maduro que agiria de forma irresponsável.
- imperador adulto que governaria segundo as leis.
- líder guerreiro que comandaria as vitórias militares.
- soberano religioso que acataria a autoridade papal.
- monarca absolutista que exerceria seu autoritarismo.