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Brasil Colônia I

Simulado com 20 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Brasil Colônia I com questões de Vestibulares.


Você pode conferir as videoaulas, conteúdo de teoria, e mais questões sobre o tema Brasil Colônia I.




01. (UEMA) Leia sobre a revolta ocorrida em São Luís no século XVII.

A Revolta de Bequimão, ocorrida em 1684, foi um ato de rebeldia dos habitantes da cidade de São Luís, chefiados por Manuel Bequimão, o qual também foi o que sofreu a mais dura pena entre os envolvidos no levante, sendo condenado à forca. Referindo-se à assinatura da sentença do fazendeiro Bequimão, pelo governador do Maranhão, o escritor João Lisboa, citando um testemunho da época, assim se expressa: “tão cheio de mágoa e de piedade, e com o braço tão trêmulo que a firma assinada depois pareceu de mão alheia”.

MEIRELES, Mário Martins. História do Maranhão. 3.ed. São Paulo: Editora Siciliano, 2001.

A Revolta de Bequimão ocorreu devido

  1. ao descontentamento com a Coroa Portuguesa e ao desejo de separação do estado colonial do Maranhão do império português para a criação de uma república.
  2. aos abusos e às irregularidades da Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará e à jurisdição temporal e espiritual dos padres da Companhia de Jesus sobre os índios.
  3. à oposição das camadas populares, especialmente os índios livres, ao fim do monopólio dos missionários jesuítas sobre as aldeias indígenas, e à revolta dos colonos com a substituição dos escravizados africanos por indígenas.
  4. às regalias concedidas aos fazendeiros da Companhia de Comércio das Índias Ocidentais e à exploração da mão de obra indígena na produção cafeeira.
  5. à insatisfação dos padres da Companhia de Jesus com as leis que permitiam a escravização dos africanos e o comércio irregular da produção algodoeira para as fábricas inglesas.

02. (UFRN) Durante o período colonial brasileiro, a produção agrícola tinha por base a cana-de-açúcar. A estrutura agrária ligada a essa produção

  1. estimulou uma grande imigração de famílias europeias, que vieram para o Brasil e enriqueceram com o trabalho na lavoura.
  2. forneceu as bases para as desigualdades regionais, tendo em vista que enriqueceu parte significativa da população das áreas do sul e do sudeste.
  3. garantiu o povoamento de todo o território nacional, favorecendo a consolidação da uma identidade brasileira.
  4. consolidou, no nordeste da colônia, o latifúndio, a monocultura e a escravidão, solidificando o sistema colonial português.

03. (UECE) Segundo nos informa Darcy Ribeiro (1995, p.194), em fins do século XVI, a colônia possuía 3 cidades, a maior delas, Salvador, então sede do Governo Geral, contava com aproximadamente 15 mil habitantes; no final do século XVII, salvador tinha em torno de 30 mil habitantes e Recife tinha 20 mil. Ao final do século XVIII, enquanto cidades centenárias como Salvador e Recife tinham por volta de 40 mil e 25 mil habitantes, respectivamente, a jovem cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto, elevada à categoria de Vila somente em 1711, já possuía cerca de 30 mil habitantes.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 194.

O fenômeno demográfico do rápido crescimento populacional de Vila rica (Ouro Preto) no século XVIII é atribuído

  1. ao processo de interiorização da colonização portuguesa no Brasil a partir da expansão da atividade pecuarista, por meio das correntes do sertão de dentro, oriunda da Bahia, e do sertão de fora originária de Pernambuco.
  2. à grande migração de colonos e de pessoas oriundas de Portugal para a região que hoje é Minas Gerais, em função das descobertas de jazidas de ouro e pedras preciosas, o que fez surgirem vários centros urbanos na área.
  3. ao estímulo ao desenvolvimento da colônia, promovido por Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, secretário de Estado do Reino, sob o reinado de D. José I, que incentivou a indústria e a educação no Brasil.
  4. à ocupação de vastos espaços do território da colônia por colonos espanhóis das regiões do Potosi e do Rio da Prata, quando ocorreu a União Ibérica (1580-1640), época em que reis hispânicos governaram o reino de Portugal.

04. (ACAFE) O Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte em 1806 tinha por objetivo isolar a Inglaterra dos países europeus e estipulava que os países da Europa e aliados da França não poderiam comercializar com os ingleses. Este evento europeu trouxe consequências para o Brasil, pois ocasionou um evento com profundas transformações políticas e sociais. Assim, assinale a alternativa correta acerca do evento que gerou essas transformações.

  1. A vinda da Família real portuguesa para o Brasil e o consequente decreto da Abertura dos Portos.
  2. A transferência da capital, da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
  3. A invasão do território português pelos espanhóis e a anulação do Tratado de Tordesilhas.
  4. A Revolução do Porto, em 1820, contribuindo com a intensificação do comércio entre franceses e comerciantes luso-brasileiros.

05. (UFJF) Leia abaixo trechos de uma reportagem publicada na versão on-line do jornal O Globo de 24/05/2018:

Assassinatos em conflitos de terra subiram 15% em 2017, diz relatório: segundo Comissão Pastoral da Terra, Pará lidera ranking de violência no campo

“O conflito de terra marca a batalha entre a luta pela moradia e o direito de propriedade no interior do Brasil. Grupos de indígenas, quilombolas e sem-terra disputam o território com fazendeiros, madeireiros, agentes do agronegócio e grileiros — estes últimos forjam documentos de posse de áreas. Não raro a tensão desemboca na ocupação de espaços públicos ou privados e na retirada dos ocupantes em ações violentas.”

“De acordo com o relatório da CPT (Comissão Pastoral da Terra), o número geral de assassinatos em conflitos de terra subiu 15% em 2017 em relação ao ano anterior. O órgão destaca ao menos quatro massacres no período, com suspeita de um quinto contra os "índios flecheiros" na fronteira do Amazonas com Colômbia e Peru. Dos 70 mortos de 2017, 28 ocorreram em chacinas, o que corresponde a 40%. O estado do Pará lidera o ranking dos estados com 21 mortes.”

(Disponível em: https://glo.bo/2MhVayw. Acesso em: 31 jul. 2018.)

O tema tratado na matéria remete a um problema recente, mas cujas raízes podem ser encontradas no período colonial da nossa história, a saber:

  1. A ocupação de espaços públicos por parte de povos indígenas e comunidades quilombolas permitiu o avanço da pequena propriedade no Brasil.
  2. A ocupação do interior do território da América portuguesa por franceses e holandeses, o que garantiu aos indivíduos destas nacionalidades exclusividade na posse das terras.
  3. A política de distribuição de terras por parte da Coroa Portuguesa a quilombolas, o que garantiu a formação de uma economia voltada para o abastecimento interno.
  4. O encontro harmônico entre indígenas e colonos europeus, garantindo a preservação dos territórios dos povos nativos.
  5. Uma forma de exploração colonial que priorizava o desenvolvimento dos latifúndios explorados com base na mão de obra escrava.

06. (UEFS) A maioria das ordens religiosas que se instalaram nas capitanias do Norte possuía engenhos. Os carmelitas e os beneditinos contavam com mais de um engenho na Bahia, cujos lucros revertiam em benefício das atividades dessas ordens. Os jesuítas chegaram a possuir seis engenhos na Bahia, entre eles, o de Sergipe do Conde, no Recôncavo, e o Engenho Santana, em Ilhéus. Os engenhos das corporações religiosas, bem como aqueles que pertenciam a particulares, utilizavam os mesmos métodos de trabalho e a mesma mão de obra presentes nas demais propriedades da colônia.

(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008. Adaptado.)

A partir do texto é correto concluir que, no Brasil colonial, a Igreja Católica

  1. apoiou os interesses dos senhores de engenho, mas evitou envolver-se diretamente em qualquer atividade econômica.
  2. lutou para impedir a escravidão, protegendo os indígenas nas reduções e defendendo o fim do tráfico de africanos.
  3. tolerou a presença de mão de obra escrava nos engenhos, mas não a utilizou nas propriedades que controlava.
  4. rejeitou a política abolicionista da metrópole, estimulando o emprego de mão de obra escrava nas lavouras.
  5. atuou no sentido de impedir a escravização dos indígenas, mas aceitava o emprego da mão de obra de africanos escravizados.

07. (UECE) Sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, é correto afirmar que

  1. ocorreu sem nenhum transtorno para a população do Rio de Janeiro, que recepcionou os nobres portugueses de forma planejada, sem que fossem necessárias grandes mudanças na cidade.
  2. teve como causa direta a invasão das tropas francesas ao território português como forma de forçar a adesão do país luso ao bloqueio continental.
  3. foi provocada pela ameaça inglesa de invasão ao Brasil, caso Portugal aderisse ao Bloqueio Continental ao comércio britânico, imposto por Napoleão Bonaparte no decreto de Berlim, emitido em 1806.
  4. somente foi realizada como forma de garantir o cumprimento do tratado de Fontainebleau, assinado com a França, que garantia a mudança para o Brasil no caso de ameaça espanhola a Portugal.

08. (UEA) Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói.

(Apud Ítalo Moriconi (org). Os cem melhores contos brasileiros do século, 2000.)

Nesse trecho, o narrador menciona uma questão relevante acerca da escravidão no Brasil, que diz respeito ao fato de que

  1. os negros haviam se acomodado na condição de escravos e viam como vantagem o fato de terem protetores brancos.
  2. tinha se estabelecido uma ordem social em que, por ser a principal força de trabalho, o escravo recebia vários benefícios.
  3. os escravos eram vistos como mera mercadoria, ainda que houvesse diferenças no tratamento dispensado a eles.
  4. existiam leis que garantiam a proteção da integridade física dos escravos, o que coibia repreensões violentas.
  5. os negros, à exceção daqueles que fugiam com frequência, viviam em condições análogas às dos brancos.

09. (UECE) Atente para o que disse o jesuíta André João Antonil sobre a escravidão no Brasil:

“No Brasil, costumam dizer que para o escravo são necessários três PPP, a saber, pau, pão e pano. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo, dado por qualquer causa pouco provada, ou levantada; e com instrumentos de muito rigor(...), de que se não usa com os brutos animais, fazendo algum senhor mais caso de um cavalo que de meia dúzia de escravos...”

ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. 3. ed. Belo Horizonte: Itatiaia/Edusp, 1982, p.37. (Coleção Reconquista do Brasil). Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraFor m.do?select_action=&co_obra=1737

Com base no trecho acima e no que se sabe sobre o sistema escravista ocorrido no Brasil, é correto dizer que

  1. a visão do jesuíta Antonil apresenta uma perspectiva da colonização portuguesa em que a escravidão aparece de uma forma humanizada, pois eram garantidos aos escravos o alimento e as vestimentas.
  2. não há, no texto de Antonil, qualquer crítica ao sistema escravista, aos castigos físicos dados aos escravos nem a sua desvalorização como ser humano.
  3. o sistema escravista, centrado no trabalho compulsório, no tráfico de africanos para a colônia e em uma rígida estrutura de controle e punição, foi a base da economia colonial e criou uma sociedade desigual.
  4. apesar de aparentar opressão e violência, o sistema escravista foi positivo para os africanos trazidos ao Brasil, pois possibilitou a eles acesso a uma cultura superior e a uma religião organizada, já que, na África, viviam primitivamente.

10. (UEA) Os historiadores não estão de acordo quanto ao nome das tribos selvagens que, no tempo do descobrimento, habitavam entre Cabapuana e o Rio Doce, mas sabe-se que, na época em que o Rei D. João III repartiu o litoral do Brasil, doou, em 1534, a Província do Espírito Santo ao nobre português Vasco Fernandes Coutinho. Os portugueses conseguiram, inicialmente, muitas vitórias sobre os apavorados indígenas. Mas, exasperados pelas crueldades dos portugueses, os índios destruíram as plantações de seus inimigos, queimaram-lhes as casas e massacraram todos quantos lhes caíram nas mãos.

(Auguste de Saint-Hilaire. Viagem ao espírito Santo e Rio Doce, 1974. Adaptado.)

O francês Saint-Hilaire visitou, de 1816 a 1822, várias partes do Brasil. Seu relato, feito a partir do que viu na região do atual estado do Espírito Santo, revela um aspecto presente na colonização do país:

  1. a oposição das comunidades indígenas aos processos econômicos de extração das riquezas florestais por meio do escambo.
  2. o estado de guerra entre colonizadores e colonizados derivado, muitas vezes, da escravização da mão de obra indígena.
  3. o confinamento das nações indígenas em reduções jesuíticas com a finalidade de aculturá-los e cristianizá- los.
  4. a aliança de tribos indígenas com corsários e invasores estrangeiros de territórios litorâneos da colônia brasileira.
  5. a imposição pelos comerciantes europeus de baixos preços às mercadorias indígenas de exportação, como as drogas do sertão.

11. (UECE) Atente para o seguinte excerto: “...A partir de minhas pesquisas em Portugal, eis a lista dos “crimes” de 235 moradores da Bahia processados pela Santa Inquisição entre 1546 a 1821, data em que é extinto este tribunal eclesiástico: judaísmo: 96; bigamia: 34; blasfêmia: 33; sodomia: 18; gentilismo: 12; luteranismo: 10; feitiçaria: 10; contra a Inquisição: 8; falsos padres: 6; irreligiosidade: 6; solicitação: 2”.

MOTT, L. Bahia: inquisição e sociedade [online]. Salvador: EDUFBA, 2010. p.24.

No excerto acima, Luiz Mott apresenta um aspecto da história colonial brasileira que corresponde

  1. ao forte controle estatal sobre a moralidade pública a partir da realização de Tribunais de Inquisição, comandados por juízes laicos vindos de Portugal.
  2. à atuação da Santa Inquisição Católica na tentativa de impedir o crescimento de outras religiões e igrejas na colônia, garantindo seus dogmas e o predomínio do seu modelo de sociedade.
  3. à busca da Coroa Portuguesa por um equilíbrio na sociedade colonial, combatendo, através da Santa Inquisição, práticas discriminatórias e promovendo a inclusão social.
  4. ao apoio do Estado português às Igrejas Cristãs Reformadas instaladas na colônia portuguesa para que fizessem, através da Santa Inquisição, uma restauração moral na população colonial.

12. (CESGRANRIO) Cada metrópole europeia adotou estratégias próprias para administrar seus impérios coloniais. Mas as várias formas de colonização europeia da América, durante a Idade Moderna, basearam-se em ideias que hoje são chamadas, em seu conjunto, de “mercantilistas”.

Uma das características da relação entre metrópoles e colônias que, a despeito das diferenças, assemelhou as colonizações espanhola e portuguesa na América, foi a busca por garantir, em seus domínios ultramarinos, o

  1. cameralismo
  2. livre cambismo
  3. desenvolvimento manufatureiro
  4. monopólio comercial
  5. colbertismo

13. (UECE) A partir do século XVI, um processo de expansão e interiorização da colonização portuguesa nos territórios do que hoje é o Brasil foi produzindo uma rede de núcleos urbanos fora do espaço da zona litorânea. Esses núcleos urbanos existiam em função das atividades econômicas realizadas pelos colonos nas diversas regiões do interior da América portuguesa. Considerando as atividades econômicas que foram importantes para o processo de interiorização durante a colonização do Brasil, atente para as seguintes afirmações:

I. A indústria têxtil e metalmecânica, introduzida com a chegada de imigrantes europeus ao sudeste do Brasil, foi fundamental na colonização.

II. A pecuária bovina, realizada tanto nos sertões nordestinos quanto nos pampas gaúchos, promoveu a ocupação de vastas áreas interiores no Brasil.

III. A prospecção e mineração de metais e pedras preciosas foram responsáveis pela formação de várias cidades coloniais brasileiras, sobretudo na região de Minas Gerais.

IV. As bandeiras de apresamento de africanos e o comércio de escravos negros fizeram surgir importantes agrupamentos urbanos na Amazônia.

É correto o que se afirma somente em

  1. II e III.
  2. I e IV.
  3. II e IV.
  4. I e III.

14. (UFRGS) Leia o segmento abaixo.

Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial.

ALENCASTRO, L.F. O trato dos viventes; formação do Brasil no Atlântico sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 9.

Considerando a história brasileira, assinale a alternativa CORRETA.

  1. A realidade territorial do Brasil foi definida exclusivamente em tratados diplomáticos, estabelecidos durante os conflitos entre Portugal e Espanha.
  2. A compreensão da história brasileira exige o entendimento das relações sociais e econômicas, mantidas pelos colonos com a África e com a Europa.
  3. A história da formação do Brasil é independente da relação comercial entre as diversas regiões do território brasileiro.
  4. A ocupação da zona litorânea e a do interior do Brasil foram simultâneas.
  5. O território do Brasil colonial é desimportante para o estudo da história brasileira.

15. (UFT) As afirmativas a seguir abordam sobre os quilombos e quilombolas na formação territorial do Brasil.

I. Os negros lutando pela liberdade nunca aceitaram passivamente a escravidão. Muitos fugiram e formaram quilombos que são espécies de vila onde os refugiados, os quilombolas, tinham autonomia.

II. São considerados quilombolas os remanescentes das comunidades que mantém certas tradições culturais ao longo do tempo.

III. O quilombo dos Palmares localizado na serra da Barriga no estado de Alagoas teve como principal líder de resistência e escravidão Zumbi dos Palmares.

IV. Os quilombos estão distribuídos e reconhecidos nas regiões Norte e Nordeste, não havendo registros em outras regiões do Brasil.

Considerando-se as afirmativas assinale a alternativa CORRETA.

  1. Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
  2. Apenas as afirmativas II e III estão corretas
  3. Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas
  4. Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas

16. (UFRR) “No Rio Branco sou vida, sou aruanã, sou canaimé, mapinguari, yakoana, Pajé waymiri. No meu sangue o gosto de açaí” (“Sou”, Zeca Preto).

Esses primeiros habitantes do Brasil sofreram com a chegada dos europeus. De acordo com os registros deixados por viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, ocorreu uma dizimação da população indígena, que se agravou nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para essa redução populacional indígena foram:

  1. a prisão e a venda do índio para trabalhar nas minas de prata na Serra do Salitre;
  2. as doenças trazidas pelos europeus, os maus tratos e o trabalho escravo que os índios foram submetidos;
  3. os conflitos permanentes entre as tribos indígenas, afastou definitivamente grupos nativos que seguiram para outros continentes;
  4. a guerra entre os grupos canibais, os ritos comandados por pajés e xamãns e a crueldade incentivada, inclusive, pelas mulheres mais velhas da tribo;
  5. a exploração do trabalho indígena ocorreu de maneira pouco intensa, com incentivo dos dominantes e a reprovação dos padres jesuítas.

17. (UFAM PSC) Entre 1833 e 1839, houve revoltas de escravos em diferentes províncias do Império do Brasil. Embora fossem derrotadas e seus líderes sofressem pena capital por enforcamento, tais revoltas provocaram bastante medo nas camadas sociais dirigentes do Império, uma vez que, pelo menos em uma delas, senhores escravocratas e suas famílias foram mortas. O medo era de que eclodissem revoltas de escravos em todo o Brasil. Essas revoltas ficaram conhecidas sob os nome de Revolta de Carrancas (1833), Revolta dos Malês (1835) e Revolta de Manoel Congo.

Assinale a alternativa CORRETA quantos as respectivas províncias brasileiras onde essas revoltas aconteceram:

  1. Pernambuco, Santa Catarina e Pará.
  2. Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte.
  3. Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.
  4. São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso.
  5. Maranhão, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

18. (UFRN) Apesar da ênfase dada ao açúcar, a economia colonial não se esgotava nas plantações desse produto (...). Havia os pequenos produtores de alimentos que abasteciam os engenhos e as cidades (...). Nunca, desde o início da instalação da agroindústria, houve a diminuição do volume de açúcar produzido nas áreas a eles destinadas. (...) As mais ricas regiões produtoras de açúcar da Bahia tinham muitos braços para o trabalho.

(Disponível em: http://pequenaantropologa.blogspot.com.br/2011/07/fichamento-montagem-da-economia.html.)

O texto se relaciona à economia colonial. Nesse contexto, o plantation, utilizado não só na América Portuguesa, mas também nas outras colônias americanas, foi caracterizado basicamente pelos seguintes elementos:

  1. Policultura, importação, latifúndio e colonato.
  2. Monocultura, balança comercial, parceria e escambo.
  3. Monocultura, latifúndio, exportação e trabalho escravo.
  4. Policultura, minifúndio, subsistência e trabalho compulsório.

19. (UDESC) A colonização italiana no estado de Santa Catarina se deu: no Vale do Rio Itajaí-Açu, no Vale do Itajaí-Mirim e no Vale do Tijucas e no Sul desta Província.

Assinale a alternativa correta sobre a colonização italiana.

  1. Os colonos italianos introduziram no Brasil as rendas de bilro e as manufaturas.
  2. O grande destaque desta colonização foi a notável quantidade de elementos humanos trazidos, as novidades culturais, a culinária, a linguística, a religião e o desenvolvimento da agricultura.
  3. É dos italianos a tradição do cultivo do tomate, da maçã e do kiwi, em Frei Rogério.
  4. O Estado recebeu inicialmente cerca de 30 famílias italianas, que se localizaram em Florianópolis, Palhoça e Biguaçu.
  5. O centenário da imigração italiana ainda não foi comemorado porque os italianos foram as últimas levas de migrantes a chegarem no Estado.

20. (UFRN) A coroa portuguesa viu-se obrigada a implementar uma política de colonização que assegurasse o domínio sobre a colônia, principalmente após a frustrante tentativa do sistema de Capitanias Hereditárias. A centralização administrativa (governos-gerais) e o sucesso da empresa açucareira contribuíram para assegurar a posse do Brasil, porém não afastaram a constante ameaça aos domínios coloniais portugueses na América.

(Trindade, 2010.)

A capitania do Rio Grande do Norte foi palco de incursões de franceses e holandeses. Os franceses estabeleceram-se no nosso litoral para contrabandear Pau-Brasil e chegaram a usar o Rio Grande do Norte como base para ataques às capitanias vizinhas. É correto afirmar que os holandeses

  1. empreenderam o comércio de pedras preciosas e metais abundantes na região do Rio Grande do Norte.
  2. chegaram ao Rio Grande com a intenção de buscar as drogas do sertão, famosas na região e em toda a Europa.
  3. dominaram quase todo o Nordeste açucareiro e permaneceram em solo nordestino por, praticamente, duas décadas.
  4. foram os responsáveis pela pacificação dos índios e de sua utilização no trabalho das lavouras através da mita e da encomienda.

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