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Geografia Agrária

Lista de 19 exercícios de Geografia com gabarito sobre o tema Geografia Agrária com questões do Enem.





1. (Enem 2019) O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está investigando o exterminio de abelhas por intoxicação por agrotóxicos em colmeias de São Paulo e Minas Gerais. Os estudos com inseticidas do tipo neonicotinoides devem estar concluidos no primeiro semestre de 2015. Trata-se de um problema de escala mundial, presente, inclusive, em países do chamado primeiro mundo, e que traz, como consequência, grave ameaça aos seres vivos do planeta, inclusive ao homem.

IBAMA. Polinizadores em risco de extinção são ameaça à vida do ser humano. Disponivel em: www.mma.gov.br Acesso em: 10 mar. 2014

Qual solução para o problema apresentado garanle a produtividade da agricultura moderna?

  1. A Preservação da área de mata ciliar.
  2. Adoção da prática de adubação quimica.
  3. Utilização da técnica de controle biológico.
  4. Ampliação do modelo de monocultura tropical.
  5. Intensificação da drenagem do solo de várzea.

2. (Enem 2018) A agricultura ecológica e a produção orgânica de alimentos estão ganhando relevância em diferentes partes do mundo. No campo brasileiro, também acontece o mesmo. Impulsionado especialmente pela expansão da demanda de alimentos saudáveis, o setor cresce a cada ano, embora permaneça relativamente marginalizado na agenda de prioridades da política agrícola praticada no país.

AQUINO, J. R.; GAZOLLA, M.; SCHNEIDER, S. In: SAMBUICHI, R. H. R. et al. (Org.). A política nacional de agroecologia e produção orgânica no Brasil: uma trajetória de luta pelo desenvolvimento rural sustentável. Brasília: Ipea, 2017 (adaptado).

Que tipo de intervenção do poder público no espaço rural é capaz de reduzir a marginalização produtiva apresentada no texto?

  1. Subsidiar os cultivos de base familiar.
  2. Favorecer as práticas de fertilização química.
  3. Restringir o emprego de maquinário moderno.
  4. Controlar a expansão de sistemas de irrigação.
  5. Regulamentar o uso de sementes selecionadas.

3. (Enem 2018)

Considerando as diferenças entre extrativismo vegetal e silvicultura, a variação das curvas do gráfico foi influenciada pela tendência de

  1. conservação do bioma nativo.
  2. estagnação do setor primário.
  3. utilização de madeira de reflorestamento.
  4. redução da produção de móveis.
  5. retração da indústria alimentícia.

4. (Enem 2014)

Mas plantar pra dividir

Não faço mais isso, não.

Eu sou um pobre caboclo,

Ganho a vida na enxada.

O que eu colho é dividido

Com quem não planta nada.

Se assim continuar vou deixar o meu sertão, mesmo os olhos cheios d’água e com dor no coração.

Vou pro Rio carregar massas pros pedreiros em construção.

Deus até está ajudando: está chovendo no sertão!

Mas plantar pra dividir,

Não faço mais isso, não.

VALE, J.; AQUINO, J. B. Sina de caboclo. São Paulo: Polygram, 1994 (fragmento).

No trecho da canção, composta na década de 1960, retrata-se a insatisfação do trabalhador rural com

  1. a distribuição desigual da produção.
  2. os financiamentos feitos ao produtor rural.
  3. a ausência de escolas técnicas no campo.
  4. os empecilhos advindos das secas prolongadas.
  5. a precariedade de insumos no trabalho do campo.

5. (Enem 2013)


Os mapas representam distintos padrões de distribuição de processos socioespaciais. Nesse sentido, a menor incidência de disputas territoriais envolvendo povos indı́genas se explica pela
Os mapas representam distintos padrões de distribuição de processos socioespaciais. Nesse sentido, a menor incidência de disputas territoriais envolvendo povos indı́genas se explica pela

Os mapas representam distintos padrões de distribuição de processos socioespaciais. Nesse sentido, a menor incidência de disputas territoriais envolvendo povos indı́genas se explica pela

  1. fertilização natural dos solos.
  2. expansão da fronteira agrı́cola.
  3. intensificação da migração de retorno.
  4. homologação de reservas extrativistas.
  5. concentração histórica da urbanização.

6. (Enem 2013)

TEXTO I

A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso paı́s. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas.

Disponı́vel em: www.mst.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado).

TEXTO II

O pequeno proprietário rural é igual a um pequeno proprietário de loja: quanto menor o negócio mais difı́cil de manter, pois tem de ser produtivo e os encargos são difı́ceis de arcar. Sou a favor de propriedades produtivas e sustentáveis e que gerem empregos. Apoiar uma empresa produtiva que gere emprego é muito mais barato e gera muito mais do que apoiar a reforma agrária.

LESSA, C. Disponı́vel em: www.observadorpolitico.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado).

Nos fragmentos dos textos, os posicionamentos em relação à reforma agrária se opõem. Isso acontece porque os autores associam a reforma agrária, respectivamente, à

  1. redução do inchaço urbano e à crı́tica ao minifúndio camponês.
  2. ampliação da renda nacional e à prioridade ao mercado externo.
  3. contenção da mecanização agrı́cola e ao combate ao êxodo rural.
  4. privatização de empresas estatais e ao estı́mulo ao crescimento econômico.
  5. correção de distorções históricas e ao prejuı́zo ao agronegócio.

Enem

7. (2013) Ninguém desconhece a necessidade que todos os fazendeiros têm de aumentar o número de seus trabalhadores. E como até há pouco supriam-se os fazendeiros dos braços necessários? As fazendas eram alimentadas pela aquisição de escravos, sem o menor auxı́lio pecuniário do governo. Ora, se os fazendeiros se supriam de braços à sua custa, e se é possı́vel obtê-los ainda, posto que de outra qualidade, por que motivo não hão de procurar alcançá-los pela mesma maneira, isto é, à sua custa?

Resposta de Manuel Felizardo de Sousa e Mello, diretor geral das Terras Públicas, ao Senador Vergueiro. In: ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1998 (adaptado).

O fragmento do discurso dirigido ao parlamentar do Império refere-se às mudanças então em curso no campo brasileiro, que confrontaram o Estado e a elite agrária em torno do objetivo de

  1. fomentar ações públicas para ocupação das terras do interior.
  2. adotar o regime assalariado para proteção da mão de obra estrangeira.
  3. definir uma polı́tica de subsı́dio governamental para o fomento da imigração.
  4. regulamentar o tráfico interprovincial de cativos para sobrevivência das fazendas.
  5. financiar a fixação de famı́lias camponesas para estı́mulo da agricultura de sub-sistência.

8. (Enem 2012) A singularidade da questão da terra na África Colonial é a expropriação por parte do colonizador e as desigualdades raciais no acesso à terra. Após a independência, as populações de colonos brancos tenderam a diminuir, apesar de a proporção de terra em posse da minoria branca não ter diminuı́do proporcionalmente.

MOYO, S. A terra africana e as questões agrárias: o caso das lutas pela terra no Zimbábue. In: FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (Org.). Geografia agrária: teoria e poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007.

Com base no texto, uma caracterı́stica socio-espacial e um consequente desdobramento que marcou o processo de ocupação do espaço rural na África subsaariana foram:

  1. Exploração do campesinato pela elite proprietária - Domı́nio das instituições fundiárias pelo poder público.
  2. Adoção de práticas discriminatórias de acesso à terra - Controle do uso especulativo da propriedade fundiária.
  3. Desorganização da economia rural de sub- sistência - Crescimento do consumo interno de alimentos pelas famı́lias camponesas.
  4. Crescimento dos assentamentos rurais com mão de obra familiar - Avanço crescente das áreas rurais sobre as regiões urbanas.
  5. Concentração das áreas cultiváveis no setor agroexportador - Aumento da ocupação da população pobre em territórios agrı́colas marginais.

9. (Enem 2012) As mulheres quebradeiras de cocobabaçu dos Estados do Maranhão, Piauı́, Pará e Tocantins, na sua grande maioria, vivem numa situação de exclusão e subalternidade. O termo quebradeira de coco assume o caráter de iden- tidade coletiva na medida em que as mulheres que sobrevivem dessa atividade e reconhecem sua posição e condição desvalorizada pela lógica da dominação, se organizam em movimentos de resistência e de luta pela conquista da terra, pela libertação dos babaçuais, pela autonomia do processo produtivo. Passam a atribuir significados ao seu trabalho e as suas experiências, tendo como principal referência sua condição preexistente de acesso e uso dos recursos naturais.

ROCHA, M. R. T. A luta das mulheres quebradeiras de coco-babaçu, pela libertação do coco preso e pela posse da terra. In: Anais do VII Congresso Latino-Americano de Sociologia Rural, Quito, 2006 (adaptado).

A organização do movimento das quebradeiras de coco de babaçu é resultante da

  1. constante violência nos babaçuais na confluência de terras maranhenses, piauienses, paraenses e tocantinenses, região com elevado ı́ndice de homicı́dios.
  2. falta de identidade coletiva das trabalhadoras, migrantes das cidades e com pouco vı́nculo histórico com as áreas rurais do interior do Tocantins, Pará, Maranhão e Piauı́.
  3. escassez de água nas regiões de veredas, ambientes naturais dos babaçus, causada pela construção de açudes particulares, impedindo o amplo acesso público aos recursos hı́dricos.
  4. progressiva devastação das matas dos cocais, em função do avanço da sojicultura nos chapadões do Meio-Norte brasileiro.
  5. dificuldade imposta pelos fazendeiros e posseiros no acesso aos babaçuais localizados no interior de suas propriedades.

10. (Enem 2012)


Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma contradição presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está presente em:

Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma contradição presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está presente em:

  1. Expansão das terras agricultáveis, com manutenção de desigualdades sociais.
  2. Modernização técnica do território, com redução do nı́vel de emprego formal.
  3. Valorização de atividades de subsistência, com redução da produtividade da terra.
  4. Desenvolvimento de núcleos policultores, com ampliação da concentração fundiária.
  5. Melhora da qualidade dos produtos, com retração na exportação de produtos primários.

11. (Enem 2011) A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai estar aı́ para sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros quadrados ao ano, na última década do século XX, para que uma pequena parcela de brasileiros se desse conta de que o maior patrimônio natural do paı́s está sendo torrado.

AB’SABER, A. Amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, 1996.

Um processo econômico que tem contribuı́do na atualidade para acelerar o problema ambiental descrito é:

  1. Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos à chegada de novas empresas mineradoras.
  2. Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas.
  3. Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região Norte ao restante do paı́s.
  4. Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras para os chamados povos da floresta.
  5. Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair empresas nacionais e estrangeiras.

12.(Enem 2011)


O organograma apresenta os diversos atores que integram uma cadeia agroindustrial e a intensa relação entre os setores primário, secundário e terciário. Nesse sentido, a disposição dos atores na cadeia agroindustrial demonstra

O organograma apresenta os diversos atores que integram uma cadeia agroindustrial e a intensa relação entre os setores primário, secundário e terciário. Nesse sentido, a disposição dos atores na cadeia agroindustrial demonstra

  1. a autonomia do setor primário.
  2. a importância do setor financeiro.
  3. o distanciamento entre campo e cidade.
  4. a subordinação da indústria à agricultura.
  5. a horizontalidade das relações produtivas.

13. (Enem 2010)

O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. Que caracterı́stica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado?

O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. Que caracterı́stica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado?

  1. A concentração de terras nas mãos de poucos.
  2. A existência de poucas terras agricultáveis.
  3. O domı́nio territorial dos minifúndios.
  4. primazia da agricultura familiar.
  5. A debilidade dos plantations modernos.

14. (Enem 2010) Antes, eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o império da técnica, objeto de modificações, suspensões, acréscimos, cada vez mais sofisticadas e carregadas de artifı́cio. Esse mundo artificial inclui, hoje, o mundo rural.

SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996.

Considerando a transformação mencionada no texto, uma consequência socioespacial que caracteriza o atual mundo rural brasileiro é

  1. a redução do processo de concentração de terras.
  2. o aumento do aproveitamento de solos menos férteis.
  3. a ampliação do isolamento do espaço rural.
  4. a estagnação da fronteira agrı́cola do paı́s.
  5. a diminuição do nı́vel de emprego formal.

15. (Enem 2010) A maioria das pessoas daqui era do campo. Vila Maria é hoje exportadora de trabalhadores. Empresários de Primavera do Leste, Estado de Mato Grosso, procuram o bairro de Vila Maria para conseguir mão de obra. É gente indo distante daqui 300, 400 quilômetros para ir trabalhar, para ganhar sete conto por dia. (Carlito, 43 anos, maranhense, entrevistado em 22/03/98).

Ribeiro, H. S. O migrante e a cidade: dilemas e conflitos. Araraquara: Wunderlich, 2001 (adaptado).

O texto retrata um fenômeno vivenciado pela agricultura brasileira nas últimas décadas do século XX, consequência

  1. dos impactos sociais da modernização da agricultura.
  2. da recomposição dos salários do trabalhador rural.
  3. da exigência de qualificação do trabalhador rural.
  4. da diminuição da importância da agricultura.
  5. dos processos de desvalorização de áreas rurais.

16. (Enem 2010) Coube aos Xavante e aos Timbira, povos indı́genas do Cerrado, um recente e marcante gesto simbólico: a realização de sua tradicional corrida de toras (de buriti) em plena Avenida Paulista (SP), para denunciar o cerco de suas terras e a degradação de seus entornos pelo avanço do agronegócio.

RICARDO, B.; RICARDO, F. Povos indı́genas do Brasil: 2001-2005. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2006 (adaptado).

A questão indı́gena contemporânea no Brasil evidencia a relação dos usos socioculturais da terra com os atuais problemas socioambientais, caracterizados pelas tensões entre

  1. a expansão territorial do agronegócio, em especial nas regiões Centro-Oeste e Norte, e as leis de proteção indı́gena e ambiental.
  2. os grileiros articuladores do agronegócio e os povos indı́genas pouco organizados no Cerrado.
  3. as leis mais brandas sobre o uso tradicional do meio ambiente e as severas leis sobre o uso capitalista do meio ambiente.
  4. os povos indı́genas do Cerrado e os polos econômicos representados pelas elites industriais paulistas.
  5. o campo e a cidade no Cerrado, que faz com que as terras indı́genas dali sejam alvo de invasões urbanas.

17. (Enem 2009) Apesar do aumento da produção no campo e da integração entre a indústria e a agricultura, parte da população da América do Sul ainda sofre com a subalimentação, o que gera conflitos pela posse de terra que podem ser verificados em várias áreas e que frequentemente chegam a provocar mortes.

Um dos fatores que explica a subalimentação na América do Sul é

  1. a baixa inserção de sua agricultura no comércio mundial.
  2. a quantidade insuficiente de mão-de-obra para o trabalho agrı́cola.
  3. a presença de estruturas agrárias arcaicas formadas por latifúndios improdutivos.
  4. a situação conflituosa vivida no campo, que impede o crescimento da produção agrı́cola.
  5. os sistemas de cultivo mecanizado voltados para o abastecimento do mercado interno.

18. (Enem 2009) A luta pela terra no Brasil é marcada por diversos aspectos que chamam a atenção. Entre os aspectos positivos, destaca-se a perseverança dos movimentos do campesinato e, entre os aspectos negativos, a violência que manchou de sangue essa história. Os movimentos pela reforma agrária articularam-se por todo o território nacional, principalmente entre 1985 e 1996, e conseguiram de maneira expressiva a inserção desse tema nas discussões pelo acesso à terra. O mapa seguinte apresenta a distribuição dos conflitos agrários em todas as regiões do Brasil nesse perı́odo, e o número de mortes ocorridas nessas lutas.


A luta pela terra no Brasil é marcada por diversos aspectos que chamam a atenção. Entre os aspectos positivos, destaca-se a perseverança dos movimentos do campesinato e, entre os aspectos negativos, a violência que manchou de sangue essa história.

Com base nas informações do mapa acerca dos conflitos pela posse de terra no Brasil, a região

  1. conhecida historicamente como das Missões Jesuı́ticas é a de maior violência.
  2. do Bico do Papagaio apresenta os números mais expressivos.
  3. conhecida como oeste baiano tem o maior número de mortes.
  4. do norte do Mato Grosso, área de expansão da agricultura mecanizada, é a mais violenta do paı́s.
  5. da Zona da Mata mineira teve o maior registro de mortes.

19. (Enem 2009) Entre 2004 e 2008, pelo menos 8 mil brasileiros foram libertados de fazendas onde trabalhavam como se fossem escravos. O governo criou uma lista em que ficaram expostos os nomes dos fazendeiros flagrados pela fiscalização. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões que mais sofrem com a fraqueza do poder público, o bloqueio dos canais de financiamento agrı́cola para tais fazendeiros tem sido a principal arma de combate a esse problema, mas os governos ainda sofrem com a falta de informações, provocada pelas distâncias e pelo poder intimidador dos proprietários. Organizações não governamentais e grupos como a Pastoral da Terra têm agido corajosamente, acionando as autoridades públicas e ministrando aulas sobre direitos sociais e trabalhistas.

“Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo”. Disponı́vel em: http://www.mte.gov.br. Acesso em: 17 mar. 2009 (adaptado).

Nos lugares mencionados no texto, o papel dos grupos de defesa dos direitos humanos tem sido fundamental, porque eles

  1. negociam com os fazendeiros o reajuste dos honorários e a redução da carga horária de trabalho.
  2. defendem os direitos dos consumidores junto aos armazéns e mercados das fazendas e carvoarias.
  3. substituem as autoridades policiais e jurı́dicas na resolução dos conflitos entre patrões e empregados.
  4. encaminham denúncias ao Ministério Público e promovem ações de conscien- tização dos trabalhadores.
  5. fortalecem a administração pública ao ministrarem aulas aos seus servidores.