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(UNIMONTES) Na Grécia Antiga, havia na cidade de Delfos um santuário dedicado ao deus Apolo, considerado, no contexto mitológico, o deus da luz, da razão e do conhecimento, símbolo ou patrono da sabedoria

10. (UNIMONTES) Na Grécia Antiga, havia na cidade de Delfos um santuário dedicado ao deus Apolo, considerado, no contexto mitológico, o deus da luz, da razão e do conhecimento, símbolo ou patrono da sabedoria. Na entrada desse santuário, havia sobre o portal uma mensagem do deus da razão ou principal oráculo de Apolo, escrita assim: Conheça-te a ti mesmo. De Atenas, Sócrates vai visitar o santuário do deus da luz a fim de consultar o oráculo, pois eram muitos os atenienses que diziam ser ele um sábio, pois queria saber o que era um sábio e se lhe cabia o adjetivo de sábio para poder honrar tal título. O oráculo perguntou-lhe: “O que você sabe?”. Sócrates respondeu: “Só sei que nada sei”. Foi, então, considerado pelo oráculo (que era uma mulher – a sibila), como um grande sábio, ao dizer que: “Sócrates é o mais sábio de todos os homens, pois é o único que nada sabe”. O filósofo ateniense é reconhecido como sendo o pai (patrono) da Filosofia. A partir desse contexto histórico, pode-se considerar CORRETA a alternativa:

  1. Sócrates, ao afirmar “só sei que nada sei”, confessou a sua ignorância e, por isso, é considerado o patrono da Filosofia.
  2. Apolo foi também chamado de Morfeu, um espírito, filho do sono e da noite.
  3. A razão é a própria luz que ilumina toda produção intelectual, científica e tecnológica, partindo da atitude filosófica de reconhecimento do não saber que motiva a busca do conhecimento verdadeiro.
  4. A razão é dada a alguns homens, negada a toda espécie humana, por isso Sócrates reconhece, diante do oráculo, que nada sabe.

Resposta: C

Resolução:

Sócrates e o Oráculo de Delfos:

Sócrates, considerado o pai da filosofia, foi ao Oráculo de Delfos buscando saber se era sábio. Ao responder "Só sei que nada sei", ele reconhece sua ignorância e demonstra a busca incessante pelo conhecimento. Essa postura se tornou um marco fundamental na filosofia: a aceitação da ignorância como ponto de partida para a busca da sabedoria.

A Razão como Luz:

A frase "a razão é a própria luz que ilumina" evoca a metáfora da luz como símbolo da razão. A razão, nesse contexto, é a capacidade humana de pensar criticamente, questionar e buscar o conhecimento. Ela ilumina o caminho para o saber, guiando a produção intelectual, científica e tecnológica.

A Busca pelo Conhecimento:

Ao reconhecer que nada sabe, Sócrates demonstra a humildade intelectual que motiva a busca incessante pelo conhecimento. Essa busca é a base da filosofia e do progresso humano.

Por que as outras alternativas estão incorretas:

A: Afirmar "só sei que nada sei" não é uma confissão de ignorância, mas sim o reconhecimento da necessidade constante de buscar conhecimento.

B: Apolo era o deus da luz, da razão e do conhecimento, mas não era chamado de Morfeu, que era o deus dos sonhos.

D: A razão é uma capacidade inerente à humanidade, não um privilégio de alguns.