(Mackenzie) A Segunda Guerra Mundial foi o divisor de águas nos rumos do Estado Novo: garantiu o protagonismo do projeto de modernização proposto pelo regime, ao mesmo tempo que revelou o esgotamento da sua natureza autoritária.
11. (Mackenzie) “A Segunda Guerra Mundial foi o divisor de águas nos rumos do Estado Novo: garantiu o protagonismo do projeto de modernização proposto pelo regime, ao mesmo tempo que revelou o esgotamento da sua natureza autoritária.”
(Schwarcz, Lilia M. e Sterling, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2015, p. 383)
A partir do trecho dado, analise as afirmações abaixo.
I. O projeto de modernização está relacionado à entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, pois garantiu empréstimos que resultaram na criação da Cia Vale do rio Doce e na construção de uma usina siderúrgica em Volta Redonda.
II. Associada à luta pela democracia, o fim da guerra revelava a contradição de combater o fascismo na Europa e manter um regime autoritário no país. Essa contradição será fundamental para o questionamento da validez do Estado Novo.
III. A queda do Estado Novo está ligada diretamente a uma pressão diplomática norte-americana e à ação dos ministros Dutra e Góis Monteiro, homens de confiança de Vargas, que se posicionaram pelos Aliados desde o início da guerra.
São corretas as afirmações.
- I, apenas.
- I e II, apenas.
- I, II e III.
- II, apenas.
- II e III, apenas.
Resposta: B
Resolução: As afirmações I e II são corretas. O Brasil aproveitou a entrada na Segunda Guerra Mundial para conseguir empréstimos e criar importantes indústrias, como a CSN. Além disso, a contradição de combater o fascismo enquanto mantinha um regime autoritário no Brasil foi crucial para o desgaste do Estado Novo. A afirmação III, porém, não é completamente correta, pois o fim do Estado Novo não se deu unicamente pela pressão norte-americana ou pela ação dos ministros.