(UENP) Sobre a sociedade medieval europeia, o sociólogo alemão Norbert Elias assim se refere:
04. (UENP) Sobre a sociedade medieval europeia, o sociólogo alemão Norbert Elias assim se refere:
A pilhagem, a guerra, a caça de homens e animais – todas estas eram necessidades vitais, que, devido à estrutura da sociedade, ficavam à vista de todos. E assim, para os fortes e os poderosos, formavam parte dos prazeres da vida.
(ELIAS, N. O Processo Civilizador. v.I: Uma História dos Costumes. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.)
Com base no texto e nos conhecimentos a respeito do período retratado, assinale a alternativa correta.
- A guerra na sociedade medieval estava restrita ao ataque aos povos não cristãos, como os judeus e mouros. As Cruzadas são um exemplo deste tipo de ação bélica.
- A violência medieval estava ligada ao mundo secular da nobreza guerreira. As ações do clero e da Igreja visavam unicamente à contenção da violência e à manutenção da paz, como nos períodos determinados para a “Trégua de Deus”.
- Ações violentas de saque e pilhagem eram comuns entre o estamento guerreiro durante a Baixa Idade Média. Vendetas (atos e contra-atos de vingança), torturas, mutilações e assassinatos faziam parte da vida social, mesmo com a intensa atmosfera de religiosidade.
- Durante a Idade Média europeia, a religião ocupava lugar central na vida das pessoas. Para as pessoas comuns, tudo era interpretado como manifestação divina ou tentação demoníaca. O medo da punição e da ira divina fazia com que a violência fosse contida.
- Em muitos momentos, os chamados “senhores feudais” praticavam diversos atos de violência contra os camponeses medievais. Além disso, diversos impostos oprimiam a vida das famílias camponesas. Mesmo assim, não há notícias de revoltas populares neste período, devido, principalmente, a um imaginário que estabelecia que uns foram criados por Deus para trabalhar, outros para orar, e alguns para guerrear e proteger os demais.
Resposta: C
Resolução: - O texto de Elias destaca que a violência e a pilhagem eram parte integrante da vida social na Idade Média, e a religiosidade não impediu tais atos.