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Doenças Causadas Por Protozoários

O tema programas de saúde no qual se encaixa os protozoários, pode conversar com biotecnologia, genética, fisiologia, e até mesmo com atualidades ou linguagens, então é bom se ater ao assunto.

Doenças Causadas Por Protistas (protozoários)

1. Leishmaniose

A Leishmaniose tem como vetor o mosquitos-palha ou biriguis que ao infectar a pessoa ao sugar a mesma, nesse processo ele transmite o protozoários do gênero Leishmania (L. braziliensis, L. guyanensis e L. amazonensis) que são transmitidas pela picada de mosquitos fêmeas da família dos flebotomíneos e do gênero Lutzomya.

Os sintomas surgem após alguns dias, onde aparece uma lesão na pele, espalhando depois, e mediante a isso causando lesões na mucosa da boca, no nariz e na faringe. Contudo caso seja tratada a tempo, há regressão das lesões.

A prevenção passa pelo combate do mosquito e os focos de transmissão, um meio eficaz de defesa é o uso de telas ou cortinas, além da construção de casas a mais de 100 m das matas, pois o mosquito tem voo curto.

2. Toxoplasmose

A toxoplasmose é transmitida através da ingestão de cistos presentes nas fezes dos gatos ou até mesmo em carnes cruas ou malcozidas.

Geralmente não apresenta sintomas, porém em outras há febre e aumento dos linfonodos (que são os órgãos formados por tecido linfóide e que estão distribuídos por todo o nosso corpo), porém pode haver lesões nos olhos e em outros órgãos do corpo.

A sua prevenção também passa por evitar o consumo de carne malcozida, não beijar animais ou deixa o mesmo lamber o rosto, sempre lavar as mãos depois do contato com animais ou com locais onde tiveram contato, além de alimentá-los com comida cozida ou ração. No caso de grávidas que desenvolvem a doença na gestação pode acontecer de transmiti-la ao feto, que poderá apresentar lesões tanto no cérebro quanto em outros órgãos.

3. Malária

A Malária tem como vetor a fêmea do mosquito-prego do gênero Anopheles, que por sua vez transmite o plasmódio devido a sua necessidade de sangue para produzir os seus ovos.


O vetor da malária é a fêmea do mosquito-prego.

Sintomas: A Malária causa danos fígado e anemia, e no caso da malária causada pelo Plasmodium falciparum, pode acontecer o comprometimento do cérebro e anemia grave, sendo por vezes necessária as transfusões de sangue.

Tratamento: É feito com base em medicamentos que as formas do parasita hospedado no fígado, e também no sangue.

Prevenção: Uso de inseticidas, uso de telas, mosquiteiros, criação de peixes em áreas alagadas.

4. Esquistossomose

A Esquistossomose é transmitida pela parasita Schistosoma mansoni. No Brasil, a doença é mais conhecida por nomes como “xistose”, “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”. A transmissão ocorre quando a pessoa entra em contato com água doce onde existe caramujos que estão infectados pelo verme parasita.


O vetor da Esquistossomose é o Caramujo

Sintomas: geralmente é são assintomáticos, no entanto, em sua fase aguda pode-se apresentar febre, dor de cabeça, tosse, dor muscular, calafrios, fraqueza, diarreia, falta de apetite e suores.

Tratamento: O tratamento é feito com o uso de medicamentos indicado pelo médico.

Prevenção: Evitar contato com água contaminada, usar água potável, controle de caramujos em lagos e rios, além de não andar descalço na rua, na terra ou em riachos de água doce.

5. Doença de Chagas

A Doença de Chagas tem como vetor o percevejos triatomíneos conhecidos como barbeiros, chupanças, ou bichos-de-parede, que que é provocada pelo Trypanosoma cruzi. O barbeiro como é mais conhecido, contrair o protozoário de animais silvestres ou de uma pessoa doente.



Casa de sapé

A transmissão para o ser humano se dá quando o protozoário sai pelas fezes do inseto, e por a sua vez penetra pela “abertura” deixado pela picada ou pela ferida feita, quando a pessoa se coça no local da picada. Ela também pode ocorrer na transfusão de sangue ou e em transplante de órgãos.

Uma das formas de combater o barbeiro, e fazendo a substituição das casas de sapé ou de pau a pique por casas de alvenarias, além do uso de inseticidas quando não é possível substituir o tipo de casa.

Lista de Questões

Vestibulares: Protozoário

Lista Final de Questões

Enem: Programas de Saúde I

Enem: Programas de Saúde II


As doenças mais cobradas no Enem e Vestibulares

Temas mais cobrados no Vestibular

  1. HIV/AIDS
  2. Febre Amarela
  3. Dengue
  4. Estrutura dos vírus

Temas mais cobrados no Enem

  1. Dengue
  2. Prevenção de doenças
  3. Vacinas
  4. Leishmaniose

Os temas acima apareceram mais uma vez, porém outros 10 foram cobrados uma vez, podendo voltar a aparecer.

O que você precisa saber para se dar bem em programas de saúde no Enem e Vestibulares?

  1. Tratamento e Prevenção
  2. Modo de Transmissão da Doença
  3. Agente Causado
  4. Sintomas Principais

Dicionário de Termos

Epidemia (epi = sobre; demos = povo) é toda e qualquer doença que surge, e se espalha rapidamente dentro de uma determinada região, durante certo período, atingindo determinado número de pessoas em relação ao habitual. O principal exemplo é a gripe, que durante o período de inverno acomete diversas regiões.

Endemia: (en = dentro) tem como diferença para a epidemia a sua duração, que pode se estender por anos uma região. A malária, dengue e tuberculose, por exemplo, são doenças endêmicas presente na região amazônica.

Pandemia: (pân = todo) é o aparecimento fora do comum de uma doença em várias regiões do mundo.

Exemplo:

  1. Peste Negra (1343)
  2. Gripe Espanhola (1580)
  3. Covid-19 (2020)

Patogênico: (pathos = doença; genos = origem) é o organismo que tem a capacidade de causar uma infecção.

Parasita: (para = ao lado; sitos = alimento) são intracelulares obrigatórios, onde o organismo que se hospeda em outro ser, passando a usa para o seu benefício próprio, e causando diversos problemas para o hospedeiro.

Vetor: É o organismo que transmite o agente Patogênico.

Reservatório: É o organismo que pode receber agente infeccioso, porém ele não sofre ações parasitas por parte do organismo.

Referências:

LINHARES, Sérgio; GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia Hoje. São Paulo: Ática, 2013.